quarta-feira, 28 de julho de 2010

Triste, hoje estou triste...

Ninguém consegue imaginar o quanto estou triste!

Pois é! Lá vai o meu pequenino de férias...

É pá, nunca pensei algum dia vir a dizer isto, mas eu... dispensava bem as férias... só para não ter que ficar afastado mais que dois dias do 'miúdo'!

Ele estará bem, disso tenho a certeza, mas ... eu... não estou nada bem!

Vai custar a passar este tempo longe dele - o mais longo até agora - sem saber bem quando o poderei ver para matar-mos saudades!

Este estado de espirito - triste - será aquele que volta e meia me 'brindará' por altura das férias a partir daqui e sei que terei que me habituar a conviver com ele, mas não é fácil! Nada mesmo!

Nem eu, mas sobretudo ele, fizemos algo que seja para merecermos isto!

Mas, enfim,... a vida é isto mesmo e sem estes sentimentos não faria qualquer sentido passarmos por este mundo! É aquilo que nos distingue dos 'seres que nos são inferiores'!

Resta-me aguardar pelo dia 15 de Agosto, altura em que o meu "pequeruxo" voltará para a sua casa e a encherá novamente de alegria!





quinta-feira, 22 de julho de 2010

Hoje...

Hoje estou ansioso…

Fico sempre assim por altura do regresso do miúdo a casa, …

… depois de ter dormido, nem que seja apenas uma noite, longe de mim!

Estou aqui a trabalhar, mas já só penso na hora de saída (que parece tão longe…), para o ir buscar à escola!

Dá-me tranquilidade saber que ele está bem, mas eu… Eu é que fico “menos bem” sempre que ele não está! Custa-me mesmo ficar longe dele!

E ainda vêm aí as férias da … em que o miúdo irá estar mais tempo afastado de mim…

Enfim, condicionantes da vida às quais terei que me habituar…

De certeza (espero eu…) que me habituarei a elas e começarei a aproveitar melhor o tempo em que o miúdo não está ao invés de dormir até chegar a hora pela qual hoje anseio…

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Começar de novo...


Hoje, 15 de Julho de 2010, pelas 09.51 horas, na Conservatória do Registo Civil de Vila Franca de Xira, na presença da Digníssima Conservadora, disse o … “não”!

Pois é. Oficialmente, a partir daquela hora do dia de hoje, 15 de Julho de 2010, (gravem nas vossas memórias ou nas dos vossos TM’s, PC’s, etc …), sou, perante a Lei Portuguesa, um ‘menino’ livre e desimpedido, vulgo… argh… Divorciado, de facto e de Direito!

Foram na verdade, meses muito maus, tempos de grandes transformações, de grandes mudanças, de novos hábitos, de uma realidade totalmente nova para mim (e para o Tomás). Mas o Tempo, como dizia ‘o outro’, tudo cura… (Não tenho ilusões, cura, mas não nos deixa esquecer… Espero, que não mo deixe esquecer! Perdoar… Perdoar a Deus pertence…

Felizmente, e daí o meu estado de espírito ser, digamos, ‘menos bom’, parto para um novo ciclo, completamente de consciência tranquila (de outro modo, nem o concebia!). É que olhando para trás, rebobinando a minha vida … sinceramente… nada alteraria!

Melhor ou pior, apesar de tudo, lidei com a situação (durante muito tempo, talvez demasiado, sozinho…) e lutei por aquilo que me era mais importante, o Tomás (aliás, nada mais me interessa). Desculpem-me todos se em algum momento fui chato, falei de mais ou exagerei nos desabafos. Tentei não dizer mal de ‘ninguém’ (difícil… foi-me muito difícil…), apenas no que dizia respeito ao Tomás, ter-me-ei ‘esticado’ um pouco mais, mas por ele… tudo vale a pena…

Não! Não “puxei a brasa à minha sardinha”, nem ‘puxo’! Os desabafos/conselhos/opiniões que tive e que prevejo continuar a ter, de, e com vocês, em relação ao Tomás, foram apenas o relato da realidade!!! Foram / São preocupações que me assolam volta e meia. Foram / São aquilo que vejo e presencio diariamente! Muitas foram as vezes (e mais vezes haverão…) que senti necessidade de falar com o Pediatra dele a pedir conselhos/opiniões. Fi-lo através do telefone, com saídas a meio do trabalho para falar com ele pessoalmente, etc… E com base nas opiniões/conselhos dele é que vinham esses meus desabafos… Até porque, a única coisa que me interessa e que me move neste momento é o bem-estar dele… Desde que ele esteja bem, eu estarei com toda a certeza bem!

O Pediatra dele deu-me um papel para a mão num destes ‘encontros’… Tento, por tudo ‘segui-lo’… E para que não me ouse sequer esquecer o que lá está escrito *, tenho-o colado na parede, por detrás do meu monitor do PC …

* - “O divórcio implica afastamento dos adultos, um em relação ao outro, mas não a demissão dos compromissos que assumiram em relação à criança. O casal pode – e deve – apoiar-se mutuamente como co-progenitores dos filhos. Se ambos estiverem dispostos a conceder prioridade aos interesses dos filhos, será fácil concentrarem-se naquilo que necessitam de fazer para minimizar o trauma relacionado com o divórcio. Conseguir deixar de lado a mágoa e superar a dor da traição e uma história atribulada, é uma dádiva enorme que está a oferecer aos seus filhos. Deixe-os fora da sua dor. Ser frio, sabotar, magoar ou excluir o ex-cônjuge é, de alguma maneira, fazer o mesmo aos filhos. As crianças têm um poderoso laço genético, emocional e histórico com ambos os progenitores e necessitam de uma relação saudável tanto com o pai como com a mãe. Se um deles, ao perseguir os seus próprios objectivos de se vingar pelos sentimentos de dor, ressentimento e raiva, afastar o filho em relação ao ex-cônjuge, estará a atacar e a ferir a capacidade do filho de se adaptar. Se o filho parece tomar o partido de um dos progenitores, este pensará que está a ganhar. Mas não é assim: os filhos acabarão por se ressentir e culpá-lo por ter destruído a sua relação com o pai ou a mãe. A longo prazo, os filhos vão perceber que aquilo que ele fez foi egoísta e os prejudicou. Por isso, mesmo que lhe custe criar uma relação saudável com o seu ex-cônjuge, e entre o seu ex-cônjuge e os seus filhos, faça-o porque é o que está correcto. Pode haver áreas na educação em que há dúvidas em relação à orientação que devemos dar aos pais, mas esta não é uma delas. Você deve esse respeito aos seus filhos. O equilíbrio emocional deles vai compensar qualquer esforço. Eles acabarão por pagar um preço muito alto, se não o fizer. “

Parabéns ao Tomás, como ele diz “(…) o campeão sou eu… e o Rossi também… (…)”, que realmente tem superado toda esta situação, sempre a sorrir e sempre bem disposto… É um verdadeiro Campeão!

Muito mais me apetecia dizer… tanta, mas tanta coisa me está a passar pela mente neste momento (mas isso ficará um dia para um qualquer Psicólogo, a quem pagarei para me ouvir…). A vida continua … é bela, passemos à frente…

E pronto! Foi o fechar de um ciclo da minha (bela) vida e o abrir de um outro ainda mais belo, de certeza. Ficou a experiência, mas acima de tudo ficou aquilo que tenho de mais importante: o Tomás e a Vossa Amizade, demonstrada em todos os momentos, todos os dias, que me faz acreditar, sem qualquer dúvida, que quem tem amigos, tem tudo para estar bem e ser feliz.

Beijinhos & Abraços,

PS: Pode não parecer, mas hoje é realmente, um dia Feliz, para mim! Nada mais podia fazer, nada mais me deixaram fazer e a determinada altura já nada havia a fazer, logo… só tenho que estar feliz pelo fecho deste tal ciclo e seguir em frente!
Daqui a pouco vou buscar o meu Tomás, vamos comer umas gomas, vamos jogar á bola no Parque, vamos brincar com a mangueira a regar a relva e molharmo-nos um ao outro, vamos “ fazer maldades “ à Bia & ao Rafa… Todos sabem onde moramos, quem quiser aparecer, não precisa de convite, simplesmente … apareçam!