Hoje, 15 de Julho de 2010, pelas 09.51 horas, na Conservatória do Registo Civil de Vila Franca de Xira, na presença da Digníssima Conservadora, disse o … “não”!
Pois é. Oficialmente, a partir daquela hora do dia de hoje, 15 de Julho de 2010, (gravem nas vossas memórias ou nas dos vossos TM’s, PC’s, etc …), sou, perante a Lei Portuguesa, um ‘menino’ livre e desimpedido, vulgo… argh… Divorciado, de facto e de Direito!
Foram na verdade, meses muito maus, tempos de grandes transformações, de grandes mudanças, de novos hábitos, de uma realidade totalmente nova para mim (e para o Tomás). Mas o Tempo, como dizia ‘o outro’, tudo cura… (Não tenho ilusões, cura, mas não nos deixa esquecer… Espero, que não mo deixe esquecer! Perdoar… Perdoar a Deus pertence…
Felizmente, e daí o meu estado de espírito ser, digamos, ‘menos bom’, parto para um novo ciclo, completamente de consciência tranquila (de outro modo, nem o concebia!). É que olhando para trás, rebobinando a minha vida … sinceramente… nada alteraria!
Melhor ou pior, apesar de tudo, lidei com a situação (durante muito tempo, talvez demasiado, sozinho…) e lutei por aquilo que me era mais importante, o Tomás (aliás, nada mais me interessa). Desculpem-me todos se em algum momento fui chato, falei de mais ou exagerei nos desabafos. Tentei não dizer mal de ‘ninguém’ (difícil… foi-me muito difícil…), apenas no que dizia respeito ao Tomás, ter-me-ei ‘esticado’ um pouco mais, mas por ele… tudo vale a pena…
Não! Não “puxei a brasa à minha sardinha”, nem ‘puxo’! Os desabafos/conselhos/opiniões que tive e que prevejo continuar a ter, de, e com vocês, em relação ao Tomás, foram apenas o relato da realidade!!! Foram / São preocupações que me assolam volta e meia. Foram / São aquilo que vejo e presencio diariamente! Muitas foram as vezes (e mais vezes haverão…) que senti necessidade de falar com o Pediatra dele a pedir conselhos/opiniões. Fi-lo através do telefone, com saídas a meio do trabalho para falar com ele pessoalmente, etc… E com base nas opiniões/conselhos dele é que vinham esses meus desabafos… Até porque, a única coisa que me interessa e que me move neste momento é o bem-estar dele… Desde que ele esteja bem, eu estarei com toda a certeza bem!
O Pediatra dele deu-me um papel para a mão num destes ‘encontros’… Tento, por tudo ‘segui-lo’… E para que não me ouse sequer esquecer o que lá está escrito *, tenho-o colado na parede, por detrás do meu monitor do PC …
* - “O divórcio implica afastamento dos adultos, um em relação ao outro, mas não a demissão dos compromissos que assumiram em relação à criança. O casal pode – e deve – apoiar-se mutuamente como co-progenitores dos filhos. Se ambos estiverem dispostos a conceder prioridade aos interesses dos filhos, será fácil concentrarem-se naquilo que necessitam de fazer para minimizar o trauma relacionado com o divórcio. Conseguir deixar de lado a mágoa e superar a dor da traição e uma história atribulada, é uma dádiva enorme que está a oferecer aos seus filhos. Deixe-os fora da sua dor. Ser frio, sabotar, magoar ou excluir o ex-cônjuge é, de alguma maneira, fazer o mesmo aos filhos. As crianças têm um poderoso laço genético, emocional e histórico com ambos os progenitores e necessitam de uma relação saudável tanto com o pai como com a mãe. Se um deles, ao perseguir os seus próprios objectivos de se vingar pelos sentimentos de dor, ressentimento e raiva, afastar o filho em relação ao ex-cônjuge, estará a atacar e a ferir a capacidade do filho de se adaptar. Se o filho parece tomar o partido de um dos progenitores, este pensará que está a ganhar. Mas não é assim: os filhos acabarão por se ressentir e culpá-lo por ter destruído a sua relação com o pai ou a mãe. A longo prazo, os filhos vão perceber que aquilo que ele fez foi egoísta e os prejudicou. Por isso, mesmo que lhe custe criar uma relação saudável com o seu ex-cônjuge, e entre o seu ex-cônjuge e os seus filhos, faça-o porque é o que está correcto. Pode haver áreas na educação em que há dúvidas em relação à orientação que devemos dar aos pais, mas esta não é uma delas. Você deve esse respeito aos seus filhos. O equilíbrio emocional deles vai compensar qualquer esforço. Eles acabarão por pagar um preço muito alto, se não o fizer. “
Parabéns ao Tomás, como ele diz “(…) o campeão sou eu… e o Rossi também… (…)”, que realmente tem superado toda esta situação, sempre a sorrir e sempre bem disposto… É um verdadeiro Campeão!
Muito mais me apetecia dizer… tanta, mas tanta coisa me está a passar pela mente neste momento (mas isso ficará um dia para um qualquer Psicólogo, a quem pagarei para me ouvir…). A vida continua … é bela, passemos à frente…
E pronto! Foi o fechar de um ciclo da minha (bela) vida e o abrir de um outro ainda mais belo, de certeza. Ficou a experiência, mas acima de tudo ficou aquilo que tenho de mais importante: o Tomás e a Vossa Amizade, demonstrada em todos os momentos, todos os dias, que me faz acreditar, sem qualquer dúvida, que quem tem amigos, tem tudo para estar bem e ser feliz.
Beijinhos & Abraços,
PS: Pode não parecer, mas hoje é realmente, um dia Feliz, para mim! Nada mais podia fazer, nada mais me deixaram fazer e a determinada altura já nada havia a fazer, logo… só tenho que estar feliz pelo fecho deste tal ciclo e seguir em frente!
Daqui a pouco vou buscar o meu Tomás, vamos comer umas gomas, vamos jogar á bola no Parque, vamos brincar com a mangueira a regar a relva e molharmo-nos um ao outro, vamos “ fazer maldades “ à Bia & ao Rafa… Todos sabem onde moramos, quem quiser aparecer, não precisa de convite, simplesmente … apareçam!